segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Uma voz indígena na música brasileira


JATOBÁ – O sonho que carrega desde a infância de se tornar artista e ganhar o mundo com sua música atravessou os limites da aldeia pancararu, localizada no município de Jatobá (mesorregião do São Francisco), onde nasceu e foi criado Gean Ramos. Músico autodidata que já percorreu os quatro cantos do País levando suas composições com a versatilidade da MPB, ele não esconde suas afinidades com o baião, xote, samba, bossa nova, chorinho e até mesmo o tradicional toré dançado nos rituais de sua aldeia. Com 12 anos de estrada, um violão nas costas e diversas composições na bagagem, só agora realiza o sonho de lançar o primeiro DVD, com repertório repleto de gritos de liberdade e atenção em favor dos povos tradicionais, principalmente indígenas que, segundo ele, ainda “tombam nas barreiras” da discriminação.
     Talvez o jovem artista seja o primeiro índio no interior do Nordeste a lançar um DVD independente, que batizou de Trajetória. A festa de lançamento foi na semana passada, em Paulo Afonso (BA). Agora, o artista quer percorrer outras cidades do Sertão ao Litoral de Pernambuco. “Quero começar pelas margens do Rio São Francisco e sair mapeando estradas até o cais. Minha música é viajante, com mensagens para todas as etnias em busca da união dos povos”, diz o artista.
    Gean adianta que seu trabalho é fruto de várias situações sociológicas e culturais, a começar pela miscigenação da sua própria família. A mãe é índia. O pai, já falecido, era filho de um negro com uma branca. Na infância, a música dominava o ambiente familiar com os acordes do violão do pai e o canto do avô, que chegou a fazer parte do coral de Frei Damião. Aos 15 anos, o jovem cantor caiu na estrada em busca de concretizar seus sonhos. Rumou pra São Paulo, mas não teve a sorte que idealizou.
     De lá foi para Brasília, onde tentou conseguir bolsa de estudos da Funai para entrar no conservatório. Recebeu um sonoro não e acabou atuando na noite como garçom. “Mas foi uma experiência, um encontro com a composição”, diz. O próximo rumo foi Florianópolis (SC), onde a única vaga disponível na noite era de ajudante em um restaurante. “Sempre levava o violão esperando que um dos músicos da casa faltasse, o que não demorou acontecer. Fiz uma espécie de tapa-buraco, mas como tinha vasto repertório surpreendi e comecei a aparecer lá e em outros eventos”, lembra Gean. Com a grana que juntou, lançou um EP com sete músicas “ainda bem experimentais”.
    Meses depois seu perfil viajante mirou o Rio de Janeiro para uma curta temporada. De lá partiu João Pessoa (PB), onde a relação com outros músicos lhe rendeu mais oportunidades. Lá integrou uma equipe de músicos para tocar no navio espanhol Sky Wonder. Foi quando lançou um CD e fez show no Teatro Ariano Suassuna. Vendeu mais de mil cópias.

NATUREZA - Em 2008, Gean voltou a São Paulo para lançar seu disco. Ao chegar, foi convidado a se apresentar no maior evento da África no Brasil, o Explorer South África, divulgado em 120 rádios de todo o Brasil. Outro grande momento foi assinar uma parceria com a Universidade Federal de São Paulo para ceder duas composições para a trilha do documentário Do São Francisco ao Rio Pinheiros.
     Seu olhar musical em favor dos movimentos de defesa do meio ambiente integrado lhe rendeu mais um convite para compor a trilha do Plano de Ação Sócio Ambiental (PAS), da Chesf. Seu trabalho também lhe garantiu destaque em festivais de Alagoas e Pernambuco, chegando a fazer parte do carnaval multicultural da Fundarpe.
     O DVD trajetória tem 15 canções em vários estilos e letras que falam de política, de natureza e do seu povo. A maioria das músicas, segundo o compositor, diz muito dos sonhos dos povos tradicionais. “Retrata a vida moderna povo indígena e quilombola, que fala ao celular, dirige carro, faz faculdade e continua mantendo sua tradição respeitando os mais velhos e as crenças”, resume o cantor.
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                         Jornal do Commercio, em 29/12/2012 - Foto: Daniel Oliveira

Publicações do mês de dezembro 2012














Já estão nas bancas as publicações produzidas pela DJ neste mês de dezembro. Confira cada uma delas acessando os sites disponibilizados no link www.jcnoticias.net

Centenário dos evangélicos em Pirauá


     A causa evangélica floresceu na região do Vale do Sirigi, no começo do século passado, com a abertura de congregações em Orobó, no Sítio Cavunga (nas proximidades de Mogonga, atual Vila de Sirigi), em Balanço e Monte Alegre, além de vários pontos permanentes de pregação, espalhados nas redondezas, por iniciativa da Igreja Evangélica Pernambucana, na época situada na Rua da Roda, no Centro do Recife, sob a liderança dos missionários Alexander Telford (escocês) e Charles Kingston (inglês), ambos obreiros mantidos pela entidade britânica "HELP FOR BRAZIL", auxiliados pelo presbítero português Manoel de Souza Andrade, e pelos evangelistas nacionais Pedro Campelo e Hermenegildo Sena, alunos do Seminário Presbiteriano em Garanhuns.
      Este esforço missionário tomou maior impulso com a adesão de Júlio Leitão de Melo, nascido em 18 de julho de 1882, filho de Honorato Vieira de Melo e Inês Tavares de Melo. Residente em terras do seu genitor - inicialmente no Engenho Olho d’água e, posteriormente, no Sítio Calumbi - este jovem agricultou renunciou os princípios do Catolicismo Romano, nos quais fora criado e se tornou um ardoroso defensor da fé que abraçara, após um cuidadoso estudo dos ensinos da Bíblia.
     Houve incompreensões, reações e perseguições. Entretanto, em pouco tempo, o trabalho congregacional avançou no Norte de Pernambuco, com a abertura e consolidação de florescentes igrejas, inclusive em Timbaúba e Macaparana. Vários membros de tradicionais famílias se tornaram evangélicos, contribuindo imensamente para o avanço do nascente grupo: Gomes de Andrade, Araújo Pereira, Guedes Pereira, Pereira Lyra, Pereira Borba, Andrade Guerra, Andrade Lima, Jorge de Andrade, Albuquerque Maranhão, Tavares de Melo e Vieira de Melo. O Rev. Kingston realizou os primeiros batismos no Sítio Cavunga, em 1902.
Em 17 de outubro de 1905, o Rev. Pedro Campelo batizou um expressivo número de dezoito novos crentes, entre os quais Júlio Leitão de Melo, na Fazenda Balanço, de propriedade de José Carlos de Araújo Pereira. O Cap. José Gomes de Andrade doou um terreno para construção do templo evangélico em Monte Alegre. Como os ânimos dos adversários religiosos estavam exaltados, este imóvel sofreu danosa destruição, nas vésperas de sua inauguração, no final de 1906. Os crentes, reanimados, ergueram um outro prédio, em 1909.
Com o crescimento do campo eclesiástico, a IGREJA EVANGÉLICA DE MONTE ALEGRE foi organizada oficialmente em 04 de agosto de 1912, em memorável solenidade, numa tarde muito chuvosa, sob a direção do Rev. Pedro Campelo, ladeado pelos Revs. James Haldane (missionário escocês, recém chegado no Recife) e Hermenegildo Sena (pastor em Jaboatão). A reunião começou às 12 horas e terminou às 17. Além da instalação da nova comunidade, houve a ordenação ao Ministério do Rev. Júlio Leitão de Melo, preparado no Seminário Presbiteriano de Garanhuns, e outros atos litúrgicos: A apresentação de crianças, segundo o rito congregacionalista; celebração de profissão de fé e batismos; arrolamento de 105 membros e a consagração de quatro oficiais: Presbíteros - Vicente Guedes de Araújo Pereira e João Tavares de Melo; Diáconos - Nestor Gomes de Araújo Pereira e José Roberto da Silva.
     O Rev. Júlio Leitão de Melo permaneceu no seu pastorado até 1921, quando se transferiu para o Estado da Paraíba. Em virtude duma nova onda de oposições, a Igreja Evangélica de Monte Alegre se transferiu para Pirauá, em 1923, sendo seu pastor o Rev. Antonio de Carvalho. Em 04 de agosto de 1927, nas comemorações do seu 15º aniversário, o Rev. Júlio Leitão de Melo, embora domiciliado na cidade de Areia, reassumiu a sua direção, nela permanecendo até o início da década de 1930. De 17 a 21 de janeiro de 1934, reuniu-se ali a Convenção Regional do Nordeste das igrejas congregacionais, com a presença de significativo número de pastores, missionários e representantes leigos. No final dos trabalhos, a ordenação do Rev. Joel Leitão de Melo, segundo filho do Rev. Júlio Leitão de Melo.
     Outros obreiros serviram naquele local - Hermenegildo Sena, Luiz Pereira de França, João Barbosa de Lucena, Arthur Pereira Barros, João Laurentino de Figueiredo, Isaías Correia dos Santos, Geraldo Batista dos Santos, José Ferreira da Costa, Antonio Gomes da Silva e Manoel Gonçalves da Silva, entre outros. Entre os presbíteros, recordamos Manoel Gomes de Andrade, proprietário do "Fandango" e José Gomes de Lima. Nos meados da década de 50, o famoso Frei Damião com uma turba enfurecida tentou invadir esta igreja, durante uma Escola Dominical, porém alguns elementos de origem evangélica, entre eles Miguel Jorge de Andrade, impediram a concretização dessa façanha. A Igreja Evangélica Congregacional de Pirauá realizou as festividades espirituais alusivas ao seu Centenário, no último dia 04 de agosto.
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Pr. Júlio Leitão de Melo Neto - Especial para o JORNAL DE MACAPARANA

Cineteatro Recreios Benjamin, URGENTE!


      O editorial do jornal “A Serra”, que circulou em Timbaúba no dia 17 de maio de 1913, seguia assinado por Jáder de Andrade, um jovem jornalista, político e empresário daquele município, que seria, em poucos meses, nomeado redator do Diário de Pernambuco. Jáder não hesitou nem mediu palavras para anunciar a obra de que a cidade mais necessitaria: “Nesta cidade há, talvez, necessidades igualmente urgentes e imprescindíveis: nenhuma, porém, mais imprescindível e mais urgente do que a necessidade de um teatro, condizendo com o adiantamento do nosso desenvolvimento moral e material”. O Cine Teatro Recreios Benjamin seria inaugurado, sob os seus auspícios financeiros, na tarde do domingo de 05 de março de 1916, com um programa que incluiu um documentário sobre a Guerra Balcânica, o drama “Um Segredo” e uma comédia, do francês Max Linder, “O Enforcado”. Estranhos aos nossos dias, os títulos estavam em plena sintonia com a década de 1910. Os Bálcãs foram o estopim da Primeira Guerra; o romance era a forma clássica da narrativa burguesa; e Max Linder era um grande artista, que Chaplin tributava como seu mestre.
      O Cine Teatro seguiu sendo o palco da cidade. Manoel Borba começou ali a sua campanha vitoriosa ao governo estadual; companhias de teatro de diversos estados cruzaram suas coxias; orquestras ocuparam seu proscênio; o seu cinema foi a janela que alargou o horizonte de mais de uma geração. A agitação cultural e política dos anos 20 em Timbaúba tiveram ali o um de seus centros, além dos jornais do lugar. Neste ambiente, nasceram e ganharam o mundo, muitos artistas, professores, políticos e agitadores culturais de artes várias. Era a coroação de uma economia que não dependia da cana de açúcar, que produzia muito algodão, café, frutas, farinha e gado; tudo estimulado pela ferrovia que ligava o Recife a Campina Grande e atravessava a Mata Norte. O Recreios Benjamin integra um conjunto de outros equipamentos construídos em situação semelhante, entre 1910 e 1940: o Polytheama, de Goiana; o Guarani, de Triunfo; o Apolo, em Palmares; o Avenida e o Santa Rosa, em Caruaru; o São José, em Afogados da Ingazeira.
     Na de 26 de dezembro, o teto do Cine Teatro desabou, culminando uma trajetória de descaso e abandono. Tombado pelo estado em 1983, não foi desapropriado. Seguiu-se um imbróglio em que o prédio não recebia uso pelos proprietários, ao tempo em que governos diziam não investir por ser propriedade privada. Desde então, recebeu apenas intervenções pontuais, como uma reforma no início dos anos 90, em que o palco de madeira foi substituído por um de... cimento. Em 2011, surgiu um movimento de estudantes e professores da rede pública e privada, reivindicando o cuidado e o bom uso do teatro, que resultou em audiência até com o governador. A Fundação de Cultura Jáder de Andrade bateu-se igualmente por esta causa. Seguiram-se diversas promessas, vários gerúndios, e o prédio continuou fechado, à espera de providências que não foram tomadas. Até que, quem sabe, sem suportar mais um natal sem uso, os velhos braços de madeira não suportaram mais e arriaram sob o peso dos dias e a fúria de cupins não combatidos. Resta a esperança de um projeto de restauração contemplando o seu centenário, que virá em 2016, e que os governos e a sociedade possam se aproximar da visão que Jáder possuía sobre a importância da cultura.

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Cláudio Roberto de Souza//mestrando em história na UFPE/ Especial para DJ PUBLICAÇÕES

Prefeito eleito concede entrevista e anuncia os nomes do secretariado municipal


     O prefeito eleito de São Vicente Férrer (PE), Flávio Regis (PSDB), anunciou na última semana os nomes de alguns secretários que irão compor o governo municipal a partir de 1° de janeiro de 2013.
Quem responderá pela Secretaria de Educação, será a professora Auzinete Ribeiro que atualmente é técnica educacional do município e já assumiu a pasta por seis anos desenvolvendo um excelente trabalho a frente da educação vicentina. A Secretaria Municipal de Assistência Social será premiada com a volta de Luzanita Monteiro. Luzanita, atualmente, é uma das coordenadoras de políticas publicas sociais de Timbaúba, já assumiu a pasta nas gestões anteriores de Flávio Regis. Com seus trabalhos e projetos conquistou o carinho e admiração da população vicentina. Outro que assumirá uma secretaria municipal será o professor Kleber Henrique. Considerado um intelectual historiador da cidade, Kleber, assumirá a Secretaria de Juventude, Cultura e Emprego. Esta é a única secretaria, das 9 prováveis, que precisará ser criada por lei municipal. As demais já existem e são: Secretaria de Governo, Administração, Finanças, Obras e Urbanismo, Saúde, Agricultura (Meio Ambiente), além das três já citadas.
Flávio afirmou que a montagem da equipe administrativa já está bem adiantada, mas anunciará o restante do seu governo em janeiro. “Mais importante do que anunciarmos a equipe, é dizer que estamos trabalhando fortemente para cumprirmos os nossos projetos e programas que assumimos durante a campanha”, afirmou.

Confira a entrevista do prefeito eleito Flávio Regis:
Jornal SVF: O que adiantar sobre a equipe que lhe ajudará na administração de São Vicente Férrer?
Flávio Regis: A equipe será basicamente composta de pessoas de São Vicente Férrer, pessoas conhecidas, que já colaboraram muitas vezes em outras gestões, como secretária e até mesmo como funcionários e assessores. Temos convicção de que o importante não são os nomes, não são pessoas, mas na realidade os compromissos. Todas as pessoas que tiverem na nossa gestão terão o compromisso de lutar e defender aquilo que a gente pregou para a população, e que foi aceito pelo povo de forma, que chegamos a ser majoritariamente escolhidos pela maioria dos vicentinos.

Jornal SVF: A Secretaria de Juventude é uma promessa de campanha. O que os jovens podem esperar dessa Secretaria?
Flávio Regis: A Secretaria de Juventude ainda será criada, nós sabemos que temos esse compromisso, inclusive como prioridade para que a gente possa viabilizar ações que façam a diferença, na vida e no futuro dos jovens. Temos uma pessoa bastante qualificada que deverá ficar a frente, que é o professor Kleber Henrique, identificado com a classe jovem, com a cultura e com o que tem de bom em termos de pensamento e de ideias. E nós temos que criar essa Secretaria para canalizar meios e condições, para que ela não seja uma Secretaria como outra qualquer, que serve muitas vezes só de cabide de emprego. Vamos fazer uma Secretaria de Juventude, Cultura e Emprego com condições reais de prestar serviços e de ser dinâmica, em beneficio da juventude e de toda sociedade.

Jornal SVF: O Senhor tem um perfil que valoriza muito a competência de cada servidor publico. Para compor os principais cargos valorizará mais a parte técnica ou a política?
Flávio Regis: Nós temos que conciliar. Não se pode fazer uma gestão política e administrativa sem o político e sem o técnico. É preciso conciliar as duas coisas. Nós vamos, dá espaço tendo como norteadores os critérios que normalmente são técnicos, mas tem que estar associado ao político, por que assim estando, os resultados serão garantidos e com isso conseguiremos da sustentabilidade e duração as nossas ações.

Jornal SVF: O senhor cumpriu uma verdadeira maratona de compromissos nos últimos meses, o que os vicentinos podem esperar disso?
Flávio Regis: Mesmos sem ter assumido a prefeitura e dentro das nossas limitações não cruzamos os braços, fomos atrás daquilo que é possível e necessário para São Vicente. Fiz contatos com as Secretarias do Governo do Estado e também com lideranças políticas de expressão como o Senador Armando Monteiro Neto, ex presidente da CNI. Então crente da necessidade da juventude aqui de São Vicente e da classe trabalhadora se profissionalizar, procuramos o Senador que nos encaminhou ao presidente da FIEPE, o deputado Jorge Côrte Real que nos deu enorme atenção e já colocou a nossa disposição a diretoria do SENAI e do SESI que em janeiro estará vindo aqui fazer um levantamento junto com a prefeitura das atividades que nós poderemos desenvolver no município, sobretudo no campo da capacitação profissional. E assumi um compromisso com o senador para que venha aqui lançar o Programa de Qualificação Profissional e ministrar uma palestra, sobre mercado de trabalho, para os jovens vicentinos. Além de outras autoridades, também estivemos com o deputado federal Sérgio Guerra que já está trabalhando junto ao Orçamento Geral da União para contemplar São Vicente com recursos para ações estruturadoras aqui no município.

Jornal SVF: O senhor vai para o quarto mandato de prefeito, haverá novidades nos seus primeiros meses de gestão em comparação as anteriores?
Flávio Regis: Na verdade tudo vai depender de como vamos encontrar a prefeitura. Hoje a administração atual, é uma verdadeira caixa preta. Não sabemos em que está sendo gasto os recursos do município, como está sendo gasto, quem são os credores, como são os contratos da prefeitura, como está à situação dos funcionários, como está a previdência municipal, como estão os repasses dos pagamentos do INSS, e demais contratos e compromissos. Então nós estamos tendo muito precaução, já temos os nossos assessores, pessoas que nos darão suporte na área jurídica, contábil, na área de engenharia, acionados para assim que assumirmos o mandato estarmos procurando desvendar esse mistério, essa caixa preta que é a atual gestão municipal de São Vicente.

Jornal SVF: O grupo que faz oposição ao senhor diz que será diplomado, mas passará apenas dois meses administrando o município. O que o senhor acha desses boatos?
Flávio Regis: Eu acredito que os nossos adversários ainda não desceram do palanque. Ainda se posicionam de uma maneira infantil, cheia de paixões, de emoções, sem controle, de forma que eles tenham posicionamentos de pessoas que não estão bem equilibradas psicologicamente e com o emocional completamente desorganizado. Essas pessoas precisam refletir, precisam entender a mensagem que receberam nas urnas, porque em um regime democrático a gente tem que ouvir a voz do povo. E se o povo quis que eu fosse mais uma vez prefeito, foi porque viram em nossas propostas, em nossa história de vida, as melhores condições e a competência para administrar o município.

Jornal SVF: O que o senhor pode esclarecer sobre o atentado que sofreu no ultimo dia 18?
Flávio Regis: Infelizmente, a gente assistiu no decorrer dessa campanha a um verdadeiro espetáculo de violência e desequilíbrio, de forma que muitas pessoas já estavam temerosas durante o processo eleitoral. E em seguida observamos essa posição equivocada do então grupo da situação de não aceitar a voz do povo, procurando desculpas, procurando culpados para a sua rejeição por parte do eleitorado. É como diz àquela história que os derrotados sempre querem uma desculpa. Mas nós vemos esse gesto como uma completa selvageria e irresponsabilidade, a ponto de uma pessoa chegar atirar na casa de outra pessoa, isso são atos deploráveis, que numa nação civilizada e de regime democrático jamais deveria acontecer. Nossa casa foi alvejada por vários tiros, mas graças a Deus, não tivemos nenhuma vítimas, ninguém se feriu. Mas isso é um triste espetáculo que está sendo patrocinado por pessoas insanas que não se conformam com a decisão do povo.
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Matéria extraída do Jornal de São Vicente Férrer - http://www.jcnoticias.net/svf/

DJ faz a cobertura da posse dos novos prefeitos e vereadores da região


      A DJ Publicações estará com sua equipe cobrindo as principais posses dos prefeitos e vereadores da região neste dia 1º de janeiro de 2013. Iniciaremos em Macaparana na posse de Paulo Paquinha, as 9h. No mesmo horário estaremos com outra equipe em Itaquitinga, na posse de Pablo Moraes. À tarde estaremos em Ferreiros e Camutanga, prestigiando respectivamente as posses de Gileno Gouveia Filho e Armando Pimentel. A segunda equipe estará em Itambé e Pedras de Fogo, nas posses de Bruno Ribeiro e Dedé. Estaremos ainda na posse de Marinaldo Rosendo em Timbaúba, às 14h; Cacá em Aliança, às 16h; Flávio Regis em São Vicente Férrer, também as 16h; e Sandra em Condado, às 17h.
      A cobertura será publicada nos diversos veículos impressos, sites e no blog da DJ Publicações. O Correio de Notícias será a primeira publicação do ano, com saída prevista para o dia 07/01. O Jornal de Aliança chegará com sua primeira edição no dia 10/01. Depois virão os Jornais de Macaparana, São Vicente Férrer, Ferreiros e Camutanga, e as revistas Timbaúba em Foco e Itafogo em Foco.
     Todas as informações poderão ser acompanhadas pelo site www.jcnoticias.net  


          Paulo Paquinha e Luciano Moraes - Prefeito e vice a serem empossados em Macaparana

Macaparana e mais 17 municípios pernambucanos terão novos terminais rodoviários


      Viajar pelas estradas do Estado é, no mínimo, um teste de paciência, especialmente para quem vai fazer o deslocamento de ônibus. Além dos problemas de buracos das rodovias, os passageiros contam com rodoviárias sem infraestrutura adequada. Porém, a promessa é que, a partir do ano que vem, esse cenário mude. Até o fim de janeiro, estão previstos 11 novos terminais rodoviários. A revitalização dos espaços faz parte de um projeto de remodelagem do sistema intermunicipal de transporte, que está previsto para sair do papel em 2013. O projeto inclui, ainda, a reformulação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), que ganhará sede e corpo técnico próprios selecionados a partir de concurso público.
     As chegadas e as partidas nas cidades de Afogados da Ingazeira, Custódia, Agrestina, Canhotinho, São Caetano, Venturosa, Macaparana, Barreiros, Catende, Carpina e Glória do Goitá serão mais confortáveis. “Estamos implantando um layout padrão moderno aos terminais municipais, refazendo toda parte de banheiros, de guichês e da praça de alimentação, por exemplo”, disse o secretário de Transportes de Pernambuco, Isaltino Nas­cimento.
     Mais sete cidades terão suas rodoviárias reformadas até junho: Cabrobó, Ouricuri, Santa Maria da Boa Vista, São Bento do Una, Goiana, Gameleira e Quipapá. Paralelamente, a Secretaria de Transporte está desenvolvendo estudos socioeconômicos das cidades, que ajudarão a definir uma nova proposta de regulação do sistema. “Hoje tem muito serviço informal no transporte intermunicipal. Nossa ideia é regularizar as linhas e implantar alimentadoras com veículos padronizados. Vamos também debater a questão tarifária”, afirmou Nascimento.
       A administração da nova modelagem do sistema ficará sob responsabilidade do EPTI. A partir de 2014, ele funcionará no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no bairro do Curado. O local terá sala de monitoramento para acompanhar o tráfego do Estado. “Até o fim de 2013 vamos fazer um concurso para o novo quadro da EPTI”, declarou o secretário, sem informar a quantidade de vagas que será disponibilizada.

Justiça obriga prefeitura de Timbaúba a colocar de volta as tendas da Caixa Econômica e Lotérica da cidade

Ulisses Felinto Filho O juiz da 2ª Vara de justiça da Comarca de Timbaúba, Dr. Danilo Felix Azevedo, concedeu liminar em resposta a Ação Civ...